Impostos e Despesas na Compra do Imóvel

Infelizmente, para adquirir o imóvel próprio não basta apenas ter o valor da compra em mãos. Existe uma série de tributos e outros gastos, os quais o futuro proprietário terá de arcar para passar por todas as etapas burocráticas, até chegar ao registro definitivo da moradia. Abaixo, apontaremos todas as despesas que são feitas, após a assinatura do contrato.

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Entrada

O valor do imóvel pode ser financiado integralmente apenas por famílias como renda de até RS 5.400 (em capitais e regiões metropolitanas) ou R$ 4.300 (demais localidades). Para as pessoas que apresentem patamar financeiro superior, deverão dar como entrada um mínimo de 10% do valor do imóvel.

Como opção de pagamento, pode-se buscar o financiamento da Caixa Econômica Federal, que assume 90% do valor e aceita, para pagamento da entrada, poupança ou investimentos. Outra opção seria fazer parte de um dos diversos consórcios imobiliários e obter o valor exato da entrada.

CET

O Custo Efetivo Total (CET) do financiamento é justamente a porcentagem que serve como base para calcular a parcela. É realista analisar o CET, pois é composto de diversas taxas bancárias como: juros, seguros (MIP, de Morte e Invalidez Permanente, ou DFI, Danos Físicos do Imóvel), taxa de avaliação do imóvel, tarifa de administração, alguns impostos – como o IOF, se for o caso.

Moradia atual

Especificamente para aqueles que vivem em aluguel e fizeram a compra de um imóvel, por exemplo, ainda a ser construído. O orçamento deve ser muito cuidadoso, prevendo sempre o seguinte quadro: pagamento do aluguel, mais o condomínio, mais as parcelas do financiamento.

Além disso, deve-se ter uma reserva, para eventualidades, tais como, atraso da conclusão das obras do novo apartamento, o que acarretará um prolongamento do período de aluguel.

ITBI

O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis é cobrado no momento da aquisição de um imóvel, com uma alíquota de até 3%. Há, em certos casos, algum desconto para apartamentos de valor inferior aos R$ 500 mil, segundo o Sistema Financeiro de Habitação – SFH. Existe ainda a possibilidade de fazer parcelamento do pagamento do Imposto em algumas cidades, já em outras, o prazo é de 10 dias, contando do ato da assinatura do contrato.

Escritura

Não é uma preocupação de quem financia, pois é equivalente ao contrato assinado junto à instituição financeira. Entretanto, é diferente para quem compra à vista, com uma escritura lavrada em Cartório. Os valores são variáveis de cidade para cidade e essas informações poderão ser obtidas através do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil. Deve-se consultar o tabelião previamente, a fim de saber quais os documentos necessários para elaborar a escritura.

Registro

Para fazer o registro do imóvel, deve-se ter a guia de pagamento do ITBI, além do contrato já assinado. Assim, o Cartório poderá fazer esse documento. O limite de valor a ser pago nessa operação também varia de local para local.

Laudêmio

É uma taxa cobrada em apenas dois casos. No primeiro, para imóveis que estão localizados próximos à faixa do litoral (a uma distância de até 80m do mar) e no segundo, temos a cobrança vinda por prefeituras, para o caso de imóveis em certos locais dos municípios.

Nos últimos tempos a Caixa Econômica alterou essas regras de pagamento, permitindo que o comprador possa somar todos os valores e financiá-los, junto com o pagamento do valor total do imóvel, o que facilita o processo.

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