Não existe Bolha do Mercado Imobiliário Brasileiro

No meu último post aqui no blog dei dicas de como vender imóveis. Nesta nova publicação espero desmentir os comentários de que uma bolha se instalou no mercado imobiliário brasileiro. Este argumento está presente no discurso de diferentes representantes do segmento, que fazem comparações com a crise americana iniciada em 2008 no mercado imobiliário. Mas os motivos que levaram à redução do crescimento econômico do Tio Sam nem de longe se comparam à atual realidade brasileira.

Com um crescimento que girou em torno dos 11% em 2011, segundo dados do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e expansão do crédito imobiliário em 42% na comparação com 2010, o mercado imobiliário brasileiro está em franca expansão. Fatores como o crescimento da economia, manutenção do mercado interno aquecido, aumento da renda familiar e a proximidade dos eventos esportivos mundiais devem garantir a manutenção desse aquecimento. Garantido não apenas por análises locais, o crescimento é reforçado por diferentes entidades internacionais. A Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire), por exemplo, indica que este ano o Brasil será o segundo melhor mercado imobiliário do mundo na atração de investidores estrangeiros, superando até mesmo a China na lista de preferências.

O grande crescimento imobiliário no Brasil, nos últimos anos, não é nada mais do que uma recuperação do mercado que, devido a falta de financiamento habitacional, ficou estagnado por mais de 20 anos. Ao contrário da ascensão desenfreada vista nos EUA, o crescimento do setor brasileiro está associado a uma demanda consistente, longe de especulações. Não temos fatores que indiquem uma bolha no mercado imobiliário, e sim, um grande déficit de moradias.

Brasília é uma cidade nova, com grandes possibilidades de crescimento, fatores que afastam ainda mais os riscos de recessão ou a formação de uma bolha. Regiões como Samambaia e Ceilândia refletem bem essa dinâmica. Em processo de contínua expansão, a procura por moradias nestas regiões geram também a consequente valorização das regiões centrais do DF. Com restrições históricas para o crescimento do Plano Piloto, a tendência é que o Entorno continue crescendo e, assim, contribuindo para a ampliação do centro da capital. Afinal, quem não quer estar próximo de tudo?

Brasília e Entorno

 

Após o período de recuperação, a tendência é o acomodamento do mercado. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Julio Cesar Peres, a tendência é que o mercado alcance um certo grau de estabilidade, mantendo um crescimento aproximado de 12% ao ano. Todas essas perspectivas apontam que o mercado deve continuar sendo um nicho atraente, até mesmo para investidores mais conservadores, que não se sentem motivados a correr tantos riscos.

Além da valorização de 12% ao ano, outra opção lucrativa continua sendo o aluguel, que tem rendido um retorno médio de 0,4% ao mês, de acordo com dados do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF), como mostra a pesquisa abaixo:

Valor de Compra do M²

Valor de compra do metro quadrado

 

Valor do Aluguel por M²

Valor de aluguel do metro quadrado

 

Com segurança e sem os riscos oferecidos pelas aplicações, o investimento em imóveis para aluguel alcança médias de quase 17% ao ano de retorno. A rentabilidade poderá ser ainda maior dependendo da região onde seu patrimônio está localizado.

Até o próximo artigo!

Barbara Peres Gonçalves.

 

VN:F [1.9.22_1171]
Quantas estrelas essa pagina merece?
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

9 comentários para “Não existe Bolha do Mercado Imobiliário Brasileiro”

  1. Nilson 27 de março de 2012 às 13:19 #

    Vocês sempre esquecem de descontar a inflação e o custo da baixa liquidez do valor do imóvel. E 0,4 % de aluguel é rendimento pífio, perde até para a poupança que é 0,6%.

  2. Barbara Peres Gonçalves 28 de março de 2012 às 18:45 #

    Olá Sr. Nilson,
    Como vai? Obrigada pela sua participação em nosso Blog!
    Sobre o seu comentário o que posso dizer é que, a inflação não levamos em consideração pelo fato dela estar presente na economia do país. Caso fossemos descontar a inflação da taxa de retorno do investimento em imóveis para alugar, deveríamos descontar de todos os outros investimento, inclusive da poupança.
    Para calcularmos o rendimento do investidor de aluguel não podemos utilizar apenas a taxa de 0,4%, pois os imóveis valorizam aumentando o patrimônio do investidor. Isso não pode ser desconsiderado, não é mesmo?
    Inúmeras variáveis determinam a liquidez de um imóvel, sendo uma delas o preço. Caso o imóvel esteja dentro do preço de mercado, a liquidez é alta como mencionei em outro artigo publicado aqui em nosso site: http://bit.ly/HkBmA8
    Sua participação foi muito edificante, trazendo a oportunidade de debatermos sobre o assunto.
    Abraço,
    Barbara Peres Gonçalves.

    • Rodrigo 27 de outubro de 2015 às 08:15 #

      Existe bolha imobiliária. O que define o preço de qualquer produto no mercado é a oferta/procura e hoje não existe procura por imóveis em brasília que justifique o preço que é pedido ,nem mesmo no Plano Piloto

  3. Eduardo 17 de setembro de 2012 às 15:42 #

    Oi Bárbara, eu acho que existe uma bolha sim, pois os preços dos imóveis subiram várias vezes acima dos índices de inflação e muito acima do poder de compra das pessoas.

  4. Rodrigo 31 de outubro de 2012 às 07:14 #

    Existe sim bolha imobiliária em brasilia e para constata-la basta ver que prédios quase inteiros estão sem moradores em águas claras e na superquadra brasilia, por exemplo.Tudo bem que brasilia e capital mas existe um descompasso grande entre os preços dos imoveis e o poder de compra da população. Eu mesmo prefiro deixar o que tenho no private banking.

  5. Hugo 5 de novembro de 2012 às 21:11 #

    Olá..

    Vocês pagariam 1 milhão por uma quitinete? …

    Então a bolha imobiliária já está se instalando em Brasília, pois no noroeste algumas já foram lançadas por meio milhão…

    Até as salas comerciais de 30 metros quadrados estão atingindo esse valor. Os apartamentos VELHOS da Asa Sul já são apartamentos milionários com uma infra-estrutura apodrecida dos prédios. Até onde isso vai evoluir?

    Hugo

  6. overmatik 26 de dezembro de 2012 às 14:41 #

    Talvez não existia bolha em março, mas que existe hoje, isso sim. Quem é do ramo sabe que o mercado, principalmente nas regiões de oferta excessiva, como Águas Claras, CA do Lago Norte, novos empreendimentos no Guará e Park Sul, só para citar alguns, está em rimo lento, quase parando. E o Noroeste, descontos de 20% sendo dados de cara…

  7. Antoan 4 de janeiro de 2013 às 07:19 #

    A bolha imobiliária vai estourar é no Brasil todo. Só os investitrouxas e propriotários é que não aceitam. Quem tiver suas economias vai se dar é bem, pois o estrago vai ser grande ou aqui na terra tupiniquim é imune ao que ocorreu no mundo afora? A renda do bananense não acompanhou o aumento de preço desses bolhudos. Acorda povo-gado!

  8. Juliano 5 de março de 2013 às 11:51 #

    19/02/2013

    Folha de São Paulo – Venda de imóveis recua 78% em Brasília

    Deu na Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/imoveis/93091-venda-de-imoveis-recua-78-em-brasilia.shtml

    Venda de imóveis recua 78% em Brasília DE SÃO PAULO A retração no setor imobiliário atingiu os principais mercados do país. Houve queda nas vendas e nos lançamentos em Salvador, Recife, Porto Alegre, Brasília e no Rio, segundo a empresa de pesquisas Geoimovel. Na capital baiana, o número de novos apartamentos caiu 56,5% no ano passado em relação a 2011. As vendas, por sua vez, recuaram 73,6% (veja quadro ao lado). No caso de Brasília, a retração foi ainda mais intensa: de 78% nas vendas e de 61,3% nos lançamentos. Porto Alegre e Recife também apresentaram recuo nas duas frentes. No Rio, foi apurada queda de 16,5% nas unidades lançadas (12.993) e de 44% nas comercializadas. Mesmo com o desaquecimento do mercado, os preços subiram em Porto Alegre (2,1%), Recife (26,7%), Salvador (15%) e no Rio (31,3%). Em Brasília, dona do metro quadrado mais caro do país (R$ 10.206), os preços caíram 5,3%. João Teodoro da Silva, presidente do Cofeci (Conselho Federal dos Corretores de Imóveis), diz que a queda nos lançamentos no ano passado ocorreu para equilibrar o mercado após “exageros”. Segundo ele, devido ao estoque precedente, mesmo com a redução de novos projetos, a oferta de imóveis permaneceu grande em 2012. Quanto aos preços, afirma que tendem à estabilização neste ano, assim como o número de novas unidades. Celso Amaral, diretor da Geoimovel, também atribui ao excesso de lançamentos o tombo do mercado imobiliário no ano passado. E aponta os atrasos na entrega das obras como um sinal do nível elevado de projetos. Amaral diz que, mesmo com a queda no número de imóveis lançados, os estoques continuam altos. Para ele, o preço em expansão e o endividamento das famílias impediram que as vendas fossem melhores e que o setor atingisse o equilíbrio. Nesse cenário, recomenda que os clientes negociem descontos com as incorporadoras com estoque elevado: “Os preços se acalmaram e até podem diminuir significativamente em algumas negociações. O consumidor pode sair ganhando”. Ele acrescenta que, se não ocorrerem novidades relevantes no cenário econômico, haverá maior velocidade de vendas e lançamentos ao longo do segundo semestre deste ano.

    NOTA: O mercado de veículos financiados já entrou em declínio e o de imóveis segue junto. O endividamento do brasileiro é recorde, nunca antes visto em níveis tão elevados. Agora é questão de pouco tempo para o desespero dos repassadores de ágio. Vamos assistir de camarote a entrega dos empreendimentos lançados em 2009, 2010 e 2011, com preços bolhudos. Em Brasília iremos ver o desespero dos repassadores de ágio do setor noroeste e do Park Sul no Guará, bem como dos empreendimentos de Samambaia, Gama e Águas Claras, enfim, toda a nossa cidade. Os imóveis de baixa renda no entorno tem índices de devolução incríveis. Ninguém avisou à população de baixa renda que a prestação de 300, 400 reais vira de 600, 700, 800 após a entrega das chaves (também não avisaram que as chaves tinham reajuste). Enfim, o cenário começa a virar.

Deixe um comentário