Mercado Brasileiro Vive uma acomodação nos Preços sem Indicios de Queda

Embora em relação aos padrões internacionais os preços dos imóveis no Brasil ainda se mostrem  modestos, a valorização já demostra os primeiros sinais de perda de fôlego

Motivado pela estabilidade econômica, a adoção da alienação fiduciária, o forte crescimento do credito imobiliário com redução nas taxas de juros, o aumento nos prazos para pagar, o mercado imobiliário brasileiro desde 2008, experimenta uma alta muito forte nos preços dos imóveis. Nesse período, os imóveis em São Paulo valorizaram 135%, enquanto que os imóveis cariocas tiveram alta de 170%.

Segundo o índice FipeZap e reportagem da revista EXAME, desde abril de 2011, os preços já não sobem mais com a mesma intensidade de antes, os incorporadores vendem imóveis com descontos, vendedores de imóveis prontos já não sentem mais tanta facilidade de venda, apontando para uma estabilidade e os descontos praticados pelas construtoras aponta para uma leve queda. Mas não há muita margem para redução de preços, pois não houve um nível de especulação tal que permita uma queda maior. E também não vemos o problema da devolução de imóveis por falta de capacidade de pagamento, uma vez que nosso crédito é conservador.

A demanda especulativa percebida no mercado anteriormente, com as vendas “a jato” dos lançamentos e a rápida revenda dos ágios já não existem mais, o que freia a valorização, leva à estabilização dos preços, gera descontos e joga os preços levemente para baixo. No primeiro trimestre de 2012 já revelou queda no número de unidades financiadas, o endividamento das famílias cresceu muito nos últimos anos – de 27% da renda em 2007 para os atuais 44%, o que torna as decisões de compra mais ponderadas agora que o preço do metro quadrado está mais alto. Muito do cenário de alta de deu também pela super valorização nos preços dos terrenos motivada pela enorme demanda do período.

Com o novo cenário de PIB do país se retraindo há meses, e a crise internacional se mantendo, vai ocorrer uma reformatação do mercado, com reposicionamento principalmente das Incorporadoras que são abertas em Bolsa freando o ritmo dos lançamentos e tentam reajustar seus processos internos para se recuperar do problema de atrasos nas entregas.

 

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