Saiba todos os custos de um Imóvel

Antes de sair da casa dos pais para morar sozinho, você deve saber exatamente quais são os custos de um imóvel. Engana-se quem pensa que, ao comprar ou alugar um imóvel, o gasto será apenas o combinado para quitar a moradia ou mesmo do aluguel.

Em geral, um fator que pega os inquilinos ou proprietários de surpresa são os custos para sua manutenção (principalmente se o mesmo está em um condomínio). Esses valores se enquadram no que os artigos 22 e 23 da Lei nº 8.245/91 – Lei do Inquilinato – chamam de gastos ordinários ou extraordinários. A seguir apontaremos o que cada categoria inclui, para que você possa programar melhor seu orçamento, para cumprir com todas as suas obrigações, em relação à sua moradia.

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Gastos ordinários

São aqueles tidos como habituais (de rotina), para que haja um perfeito funcionamento dos serviços e estruturas de um condomínio. São pagas pelos proprietários ou, em caso de aluguel, pelo próprio inquilino. Incluem despesas com:

  • Funcionários – Salários, Férias, 13º salário, direitos trabalhistas, em geral, como os seguintes encargos: INSS, FGTS, PIS e, no caso de pessoal autônomo, INSS;
  • Consumo – Água, Eletricidade das áreas do condomínio, Gás, telefone ou internet, de uso conjunto;
  • Gastos de manutenção – Elevadores, Bombas, Portões automáticos, Interfones, Piscina, Jardim, Antena coletiva – ou cabeamento de TV ou internet – Recarga de extintores de incêndio, limpeza das caixas d’água e gordura, dedetização das áreas comuns;
  • Administrativos – Impressos, em geral, Isenção de pagamento para o síndico, todas as taxas e despesas com bancos, Honorários administrativos, quando houver;
  • Materiais – artigos de limpeza e Higiene, Uniformes e Equipamentos de Segurança do Trabalho;
  • Seguro – Apólices de seguro patrimonial.

Gastos extraordinários

Tratam-se das despesas imprevistas, ou aquelas que se relacionam a obras para benfeitorias às áreas comuns. São essas:

  • Emergenciais – Vazamentos, Desentupimentos das prumadas, Substituição de bombas d’água, Troca ou substituição de equipamentos em geral;
  • Benfeitorias – Reformas em geral, de garagem, piscinas e outros, Compra de equipamentos, para academia, telefones, computadores, entre outros;
  • Reserva – A contribuição para um Fundo de Reserva poderá ser previsto em ata de Convenção, que servirá para ser utilizado sem onerar bruscamente os condôminos. A observação importante é a seguinte: o fundo em si, deve ser constituído por investimento do proprietário, mas durante o período de vigência do contrato de locação, se houver uma reposição de valor, parcial ou total, a despesa é de responsabilidade do inquilino. Em média, esse fundo é de 5% a 10% do arrecadado no mês, como uma poupança para o condomínio. Prova disso, é que todos os usos e aplicações feitos com esse dinheiro deverão ser aprovados por um conselho ou assembleia, com todos presentes. Se for um uso repentino, por conta de situação imprevista, deve ser convocada, assim que possível, uma assembleia extra para prestação de contas.

 

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